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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vídeo-aula 26: Uh-Batuk-Erê: Uma ação de comunidade

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


O Grupo de percussão Uh-Batuk-Erê, formado por estudantes de escolas públicas da cidade de São Paulo, é um exemplo de como o trabalho de articulação entre escola e comunidade pode gerar frutos e contribuir para a construção da cidadania ativa.



Professor Edson Azevedo da Rede Municipal de Ensino, que relata a experiência vivia em uma escola da Zona Norte de São Paulo.
            A escola chama-se EMEF Professora Esmeralda Salles Pereira Ramos, bairro do Tremembé/Jaçanã.
            Inicialmente, fala-nos que a escola encontrava-se em uma área de risco, com grande vulnerabilidade aos jovens, com casas ocupadas de forma irregular, ausência de infraestrutura ( rede de esgotos, água encanada, etc).
            E para resgatar os valores desta comunidade carente, realizou um projeto que é relatado a seguir.
            
Por que começou?
            Alunos com dificuldades em emitir suas opiniões (baixíssima autoestima), que consequentemente, geram:
            - distorção de identidade
            - surgimento de preconceitos
O que fazer?
            Inicialmente cita uma frase de Bob Marley: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre vai existir guerra”.
            E, desta forma, procurou-se caminhos para a pacificação...levando-se em frente o Projeto (ação) UH-BATUK-ERÊ! ... que visava estabelecer a diologicidade entre os diversos saberes e tradições, identificando as etnias que formam o povo brasileiro.
            
Como promover esta ação comunitária?
            - promover a arte como mediadora do multiculturalismo presente na identidade brasileira, orientado pela pedagogia da autonomia, da emoção do saber fazer consciente (referenciais teóricos).

Foram realizados 5( cinco ) encontros de formação ( 5 frentes):

1ª frente: Encontros de formação
2ª frente: Oficinas (percussão, dança e capoeira, dando ênfase ao corpo, movimento e expressões).
3ª frente: Oficinas de canto, oralidade e artesanato (produção e expressão de ideias e sentimentos).
Tais eventos visavam, principalmente, o fortalecimento da comunidade.
4ª frente: Fóruns comunitários com a elaboração da Carta do Esmeralda
Presença de espaços de discussão de temas: violência, saneamento básico, áreas de ocupação, sendo que os fóruns passaram a espaços de discussão e tomadas de decisão.
A escola passa a assumir o seu papel de interventor social e lançou uma carta denominada: Carta do Esmeralda, que solicitava junto as autoridades competentes assumirem as demandas solicitadas e reivindicadas pela comunidade atual.
5ª frente: Trilhas Culturais: com a presença permanente de alunos protagonistas que passaram a vivenciar e conhecer outros espaços da cidade, entrando em contato direto com diferentes culturas e momentos de lazer e olhar para estes espaços e tentar melhorar, a partir desta nova visão de mundo, o local onde vivem.
Passaram então a ver e aprender para poder melhorar suas condições locais. Desta forma, segundo o professor a escola passa a ter voz e representatividade.
Tiveram então apresentações, tanto internas (para a comunidade escolar) quanto externas (comunidade local entorno) e demonstraram a todos o que realmente tinham já aprendido.
Houve um intenso protagonismo por parte dos alunos, pois os mesmos trazem para dentro da escola a comunidade pertencente, organizando os eventos que se fizeram necessário e recebendo de braços abertos os integrantes (pais e familiares) desta comunidade.
Enfatiza o professor que tais alunos assumiram, de forma decisiva e intensa, o papel de alunos protagonistas.

Eventos internos:
- Confraternização com a comunidade;
- Feijoada anual: Amigos do Batuk
- Acolhimento a manifestações culturais

Trazendo, desta forma, o reconhecimento da escola pela comunidade, levando à algumas conquistas:  locais ( Escola como referencia de cultura afro-indígena); municipais  (Prêmio Paulo Freire de Qualidade) e estaduais (Prêmio Construindo a Nação/ Instituto de Cidadania e também Nacional (Funarte – MEC- SP em virtude da apresentação da peça no Teatro Espetáculo: “Mulheres e Divindades”).
Desta forma, indaga-nos o professor ao se referir: o que a escola tem de inovadora?
Afirma dizendo que o diálogo permanente entre o sentimento e a ação num processo contínuo de formação, que aproxima seus componentes, citando o dinamismo pedagógico que existe entre: ação – emoção – ação. Cita que algumas coisas tiveram que ser mantidas e outras tiveram que ser rompidas, ocorrendo estes fatos, através do diálogo franco e objetivo.

Enfim, o que mudou?
- A relação como grupo, pois os alunos ficaram mais fortes, passando a intervir na comunidade;
- Atuação e envolvimento no espaço- escola (identidade)
- Compartilhamento de ações coletivas
-Encontros comunitários (parcerias, amigos e pais)
- Redução de preconceitos e desigualdades (os denominados conflitos maiores).

Colocaram em pratica a que preconiza nossa Lei Federal que visa diminuir os preconceitos nas unidades escolares e espera que os efeitos da ação UH-BATUK-ERÊ continue... para que os seus alunos possam acreditar nos seus papéis sociais e valores humanos.

Buscando resultados concretos e mensuráveis (fóruns e trilhas), tais como:
1 - resignificando a escola como elemento agregador, envolvendo a comunidade;
2 - valorizando o saber popular associado ao sistematizado;
3 – construindo a cidadania com emoção e conhecimento
4 – formando e fazendo a nossa história (era isolada, sem opinião própria e agora passou a ter sua própria opinião, forte, por sinal...)

Para finalizar os momentos vividos, exibem-nos, através de fotos:
1-    Eventos na escola;
2-    Eventos nos grupos;
3-    Eventos de lazer (fundamental);
4-    Eventos no aprender (troca de valores e experiências entre as comunidades);
5-    Nas conquistas (prêmios)

Afirma que ao som dos tambores os alunos e a comunidade tiveram:
  • ação / - emoção / educação.

Desta forma, a Educação passou a ser um fenômeno de responsabilidade comunitária. Cita que:
  • Escola – passou a ser um espaço de decisões;
  • Fóruns – passaram a ser um espaço de discussões

E termina sua explanação citando um poema de Fernando Pessoa:

Há um tempo em que é preciso
Abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os caminhos que nos
Levam sempre aos mesmos lugares.

É tempo de travessia:
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado, para sempre a
Margem de nós mesmos.

Deixa como mensagem final: Comunidade que ousa desafiar; autonomia que efetua, que realiza a travessia para transformar.

Vídeo-aula 25: Relações com as comunidades e a potência do trabalho em rede

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


Nesta aula discutimos a contemporaneidade, as tensões sociais e seus impactos na vida dos jovens. As relações com as comunidades e o trabalho em rede podem apontar caminhos para a vida na sociedade atual.


Professora Patrícia Junqueira Grandino da Escola de Artes, Ciências e Humanidade da USP.

Vivemos um tempo de fragmentação, sendo a realidade multifacetada, com imensos efeitos sobre as vidas das pessoas. Estamos em um tempo de paradoxos e presença de inúmeras tensões.
            Nesta contemporaneidade, neste tempo de paradoxos encontramos:
  • Final do século XX (últimos 35 anos) notáveis descobertas e progressos científicos, que trouxe elevação do nível de vida. Como exemplo a autora nos cita a presença da Internet que nos coloca em contato com os acontecimentos em tempo real.
  • Houve um grande e acentuado crescimento econômico, com elevação do padrão econômico social, porem que não garante equidade e respeito pela condição humana, ou seja, o enriquecimento global da sociedade de um determinado país, não garante a elevação do bem estar de todos os habitantes deste país.

            Tensões do mundo contemporâneo:

            1 – cultura de massa x cultura local:
            Torna-se cidadão do mundo sem perder referências e pertencimento à comunidade de origem.

            2 – tradição X modernidade:
            Construir sua autonomia em dialética com liberdade e a evolução do outro e dominar o progresso científico.
            Cita como exemplo sociológico as relações imediatas como o “ficar” - (deixando o tradicional namoro de lado).
Enfatiza  também a importância de se transmitir valores de geração para geração e esta ao receber tais conhecimentos, incorporam os mesmos em seus conhecimentos

            3 – Competições X Igualdade de oportunidades:
            Conciliar a competição estimuladora, a cooperação que reforça e a solidariedade que une.
            A competição visa alcançar os polos de destaque e igualdade de oportunidades. As oportunidades não são iguais e objetivam humanizar a competição.

A importância do trabalho em comunidade:
            O que é uma comunidade? (Conceito atual de acordo com a Sociologia).
            É uma realidade social que garante a permanência de laços sociais mais estreitos- locais de afirmação da identidade de sujeitos e grupos.
            Presença de afetos e sentimentos, potencialmente traduzidos em solidariedade e que se manifesta pelo reconhecimento recíproco (família, associações, igrejas). A professora nos afirma que a escola, normalmente, mantém os filhos, cujos pais lá estudaram.
            Afirma ainda que uma comunidade (s) pode (m) ser considerado(s) espaço (s) privilegiado (s) de garantia de exercício da cidadania.
            Estes espaços privilegiados seriam: famílias, instituições religiosas, igrejas, organizações atuantes, ONGs, etc.
            
Trabalho em Rede:
·         Objetivos:
1 – potencializar os recursos da comunidade
2 – fortalecer a implicação de diferentes atores de uma comunidade
3 – problematizar as questões emergentes da comunidade de modo coletivo
4 – identificar estratégias de enfrentamento compartilhadas
Exemplo: efetividade de trabalho em rede (com diferentes atores) fortalecendo e superando problemas.
Exemplo (com participação de diversos atores): temos o seguinte exemplo, abaixo citado:
Dificuldades de relacionamento entre adolescentes, famílias e escolas.

·         Atores potenciais: (participantes e operantes):
- professores; conselheiros tutelares; líderes religiosos; mães; pais; avós (tradição que existe na relação entre pessoas); educadores sociais; agentes comunitários de saúde; adolescente e universidades.
            * Organização de um plano de atividades (trabalho) ativas e participativas sobre a temática:
            - fórum de discussão sobre ECA;
            - formação de adolescentes multiplicadores de solidariedade comunitária (adolescente agente multiplicador de ações);
            - oficina de pais e educadores (ação preventiva).
            
Consequências:
            1 – resultados potencializados;
            2 – potencializam-se as relações
            3 – fortalecem os vínculos
            4 – relações solidárias da comunidade passam a ser mais efetivas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vídeo-aula 22: Lazer, juventude e esportes

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA

Abordou-se a íntima relação entre lazer, juventude e esportes, trazendo à tona práticas desenvolvidas em grupos característicos no contexto cultural como os jovens praticantes de esportes radicais. Debateu-se ainda os distintos conceitos de juventude e a inserção de jovens em espaços simbólicos oriundos das práticas de lazer em que se ressaltam as relações estabelecidas entre membros de um grupo no manejo de códigos e símbolos comuns.



Professor Ricardo Uvinha

Assistir TV e outros elementos (tem uma lista de eventos), tais como o esporte, são apresentados como formas de lazer.

Na primeira tela temos o lazer dos jovens, e o professor Uvinha cita que:
  • Sujeito ao “lazer-mercadoria”;
  • Deviant Leisure – lazer não transgressor;
  • Esportes;
  • Papel dos grupos ("tribos").
Tipos de lazer das “tribos”:
  • esportes radicais
Cultura e identidade de grupo:
  • Espaço físico;
  • Grupos / tribos / gêneros;
  • Rixas;
  • Linguagem;
  • Vestimentas (contestação);
  • Músicas (bandas associadas aos grupos).
Relaciona os diversos esportes e suas linguagens características. Exemplo: skatistas. Exemplo de linguagem: pico – lugar de encontro que designa geralmente alguma pista de skate. Alguns temas citados foram: gralha, comédia ou paga-pau e que significa quando fala mais do que faz. Outro termo citado é gambá: pessoa estranha à pista. Ênfase ao termo pedaço e seu significado: local de encontro dos pares; um espaço intermediário entre o privado (casa) e o público (a rua)..

Cita também os componentes do termo "pedaço": de ordem espacial e ordem simbólica.
  • Ordem espacial que designaria um espaço intermediário entre o privado (casa) e o público (a rua);
  • Ordem "simbólica" (composto de uma ampla rede de relações sociais).
Esportes radicais, mass média e marketing:
  • Indústria cultural;
  • Marketing específico;
  • Consumo.

Esportes radicais classificados em 3 (três)
  grupos:

  • Aéreos (paraquedismo, voo livre, balonismo);
  • Aquáticos (surfe, entre outros);
  • Terrestres (caminhadas e outros).
A adolescência:
·         Início: fácil – começa com a puberdade (mudanças físicas);
·         Final: difícil de sair (variação entre os indivíduos e sociedades).

Características da aventura:
  • - resultados incertos
  • - desafio, perigo e risco
  • - novidade
  • - exploração e descobertas
  • - atenção e concentração
  • - estímulo e entusiasmo

  • Marketing e cultura jovem

Lazer e esporte persistem na idade da pessoa (surf é, normalmente, esporte para jovem e vemos um idoso praticamente este esporte, ou seja, idoso com “cultura jovem”).

Lazer, jovens e família

Escolas: podem ser espaços para a prática de esportes radicais.

Motivação (literalmente é a busca pelo “novo”):
  • experimentações;
  • inovação.
Adaptações na escola:
  • Banco sueco: esporte com prancha;
  • Rolamento em colchonetes: esportes aéreos
  • Equipamento trazido pelos alunos.
Vivência fora da escola:
  • Boiaeross;
  • Rafting;
  • Surfe;
  • Escalada outdoor;
  • Cascading;
  • Canyoning;
  • Trekking;
  • Rapel.

O importante é ressaltar e valorizar o lazer tanto na casa, quanto rua e escola.

Lazer do jovem:
  • Compreensão das múltiplas experiências do lazer vivenciadas pelo jovem no seu tempo livre;
  • Momentos de acentuada relevância em termos de valores e expressão de signos sociais.

E, finalmente, entender a cultura juvenil e multifacetada e em constantes transformações.

Vídeo-aula 21: Lazer, cultura e elementos comunitários

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


Refletiu-se a importância da esfera do lazer relacionada à cultura e aos elementos comunitários, identificando os principais conceitos do lazer, os conteúdos culturais a ele associados, os equipamentos de lazer e suas respectivas políticas na comunidade, bem como a atuação profissional num importante papel de sensibilização para o uso do espaço por meio do lazer.


Professor Ricardo Uvinha



            A definição de lazer nos leva ao seguinte conceito: é uma experiência compreendida por indivíduos diante de variados contextos, elemento que depende da cultura, portanto, é variável, dependendo da sociedade na qual está inserida. Envolve três abordagens: tempo, atividade e estado da mente. (HENDERSON, 2001, p. 15)

Tem algumas características como:
  • pode ser passivo ou ativo;
  • é algo subjetivo (depende da pessoa que está realizando o mesmo).

            Outro autor, Dumazedier (1980, p.19) traz sua contribuição ao tema, dizendo que é: “um conjunto de ocupações as quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou ainda para desenvolver sua formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora, após desembaraçar-se das obrigações das obrigações profissionais, familiares e sociais”.

            Contém 3 elementos essenciais:
  • descanso;
  • divertimento;
  • desenvolvimento.

            Conteúdos culturais do lazer:
Interesses artísticos:
  • Imagens, emoções e sentimentos;
  • Conteúdo estético, busca da beleza;
  • Campo simbólico. Exemplo: manifestações culturais (teatros, museus, centros culturais, cultura popular).
Interesses intelectuais:
  • busca de informações objetivas e racionais;
  • conhecimento vivido, preso à realidade. Exemplo: participações em curso, leituras e jogo de xadrez.
Interesses Manuais:
  • Capacidade de manipulação:
    • para transformar objetos ou materiais (artesanato, culinária, "bricolage");
    • para lidar com a natureza (jardinagem, cuidado com animais).
Interesses sociais:
  • procura pelo relacionamento;
  • pelo contato "face a face". Exemplos festas, bailes, bares e cafés. Frequência à associação.
Interesses físicos e desportivos:
  • atividades onde prevalece o movimento. Exemplos: práticas esportivas/ pesca / ginásticas.
Interesses turísticos:
  • Busca da quebra da rotina de tempo ou espaço;
  • Contato com novas situações, paisagens e culturas;
  • Turismo como “elemento” do lazer. Exemplo: passeios e viagens.
O lazer é uma importante realidade sociocultural. Há uma interação entre as diferentes formas de lazer, ou seja:
  • Há uma busca de forma “preponderante” no desenvolvimento de atividades;
  • Escolhas subjetivas (evidencia-se a “opção” no lazer).
Equipamentos de lazer: 
  • Equipamentos não específicos (encontrados, normalmente, no lar – casa, ruas ou escolas). Como por exemplo, podemos encontrar um espaço específico na escola para o lazer.
  • Equipamentos específicos (construídos e subordinados aos conteúdos culturais do lazer: - artístico / intelectuais / manuais / sociais / físicos / turísticos.
Características apresentadas (sistematização dos equipamentos conforme):
  • conceito / programação / localização / atendimento / público/ composição;
  • tamanho: micro, médio e macro equipamentos;
  • micro: aparelhos de lazer (Academia de Ginástica);
  • médio: clubes esportivo;
  • macro: grandes clubes.
Exemplifica a cidade de São Paulo e a distribuição do desequilíbrio de equipamento de lazer.
A opção seria a cultura, isto é, aproveitar o lazer da comunidade existente na escola.
            
Concluindo o professor e fala sobre equipamentos de lazer:
  • Devem atender a população de forma democrática;
  • Devem receber efetiva política de animação cultural.
 A atuação profissional:
  • Os agentes socioculturais ou animadores são importantes no papel da sensibilização para usufruir do espaço e equipamento.