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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vídeo-aula 28: Depressão na infância e adolescência

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


A depressão é um problema muito comum no mundo atual, mesmo em crianças e adolescentes, podendo contribuir para alterações comportamentais como isolamento social, baixo rendimento escolar e baixa autoestima. Provavelmente, por estarem em desenvolvimento, tem dificuldade para compreender o que acontece internamente e lidar com os sintomas. Neste sentido, a escola, além de acolher estes alunos, deve estar atenta a fortalecer a autoestima e a autoconfiança destas crianças para prevenir e lidar com a depressão em sala de aula.


Professora Paula Fernandes 


1 – Definição                     

2 – Prevalência        
3 – Causas
4 – Fatores de risco            
5 – Sintomas                       
6 – Tratamento
7 – Considerações importantes (finais).

Depressão na infância e na Adolescência:
  • durante muito tempo: crianças e adolescentes não eram considerados como pessoas a serem afetados pela depressão.
  • atualmente, são considerados seres humanos suscetíveis de ficarem deprimidos tanto quanto os adultos.
  • o diagnóstico para a depressão e de algo que pode interferir na vida diária, afetando suas relações sociais e acadêmicas.

            1 – Definição:
            Define-se depressão como sendo um transtorno de humor ou afeto: sentimento de tristeza profunda, associado com sintomas fisiológicos e cognitivos na pessoa (causando imensa debilitação).
 
            2 – Prevalência:
·         Crianças pré-escolares: 1%
·         Crianças em idade escolar: 2-4%
·         Adolescentes: 5 a 8%
·         Distribuição entre os sexos
- similar na infância (igualdade entre meninos e meninas)
- adolescência: maior entre as meninas.

Critérios e Diagnóstico - CID-10e DSM-IV: conjunto de sintomas, dentre os quais:
  • Humor deprimido (tristeza, desesperança)
  • Perda de interesse e prazer por atividades, anteriormente, satisfatórias.
  • Diminuição da energia: importante e acentuada falta de ânimo que interfere na vida das pessoas (diminuição do período do sono, alimentação e também da libido, além de outras importantes áreas humanas).

            3 – Causas:
           Crianças: origem multifatorial (portanto, causas variáveis), dentre as quais temos:
· Biológicas: genética, estrutura e química do cérebro;
· Psicológicas: stress, traumas, desamparo, formas diferenciadas de perceber e lidar com o mundo (varáveis formas de se interpretar o mundo).
· Socioculturais: papeis, expectativas, suporte social.

4 – Fatores de Risco:
·         Histórico familiar de depressão
·         Sexo feminino é mais afetado
·         Episódios anteriores de depressão
·         Acontecimentos estressantes (separação de pais ou morte dos mesmos)
·         Dependência de drogas
·         Violência doméstica (pais violentos)
·         Elevada exigência acadêmica: a escola exige muito e o aluno/estudante não está preparado para tal cobrança

5 – Sintomas:
·         Tristeza
·         Falta de motivação
·         Solidão
·         Humor deprimido, irritável ou instável (muda o humor)
·         Mudanças súbitas de comportamento: explosão de raiva e brigas
·   Mudanças de apetite/peso (para mais: obesidade ou para menos: acentuado emagrecimento).
·         Dificuldade em divertir-se
·         Queixas: tédio ou “sem nada para fazer”
·         Preferencia por atividades solitárias
·    Queixas físicas: cansaço, falta de energia, dores de cabeça, dores na barriga e insônia
·         Pensamentos recorrentes de morte
·    Ideias e planejamento de suicídio. As crianças também, apesar de serem bem jovens, pensam em se suicidar.
·         Preocupações
·         Sentimento de culpa – baixa autoestima
·   Choro excessivo – hipoatividade – fala sem ritmo – fala devagar, de forma monótona, monossilábica.

5.1- Sintomas presentes quando se está na escola:
  • Queda do rendimento escolar – falta de concentração – perda de interesse pelas atividades escolares- falta de motivação;
  • Pensamento letificado – Impulsividade e irritabilidade (briga) – chora fácil;
  • Isolamento na sala de aula e no recreio – dificuldades nos processos cognitivos.
5.2 – consequências:



  • Comprometem o desenvolvimento e funcionamento social da criança e do adolescente: ocorrendo, normalmente, recorrência na fase adulta.
  • Se não for tratado na Adolescência é muito provável que tenha recorrência na fase adulta.

            6 – Tratamentos:
            Como as causas são variadas o tratamento envolve diversos elementos e etapas:
·         Tratamento medicamentoso
·         Psicoterapia
·         Suporte familiar
·   Psicoeducação: rede de apoio social: escola, trabalho e amigos (sozinho não chegaremos alugar nenhum).

7- Considerações importantes:
Aspectos importantes a serem considerados e observados:
·         Identificar os antecedentes do episódio depressivo (causas)
·         Minimizar o impacto negativo dos sintomas depressivos
·         Aumentar a eficácia dos esforços de soluções do problema
·      A pessoa precisa aprender a ter habilidades para lidar com os problemas futuros (sempre teremos problemas, desta forma, temos que mudar a maneira de lidar com eles – problemas)

Desta maneira, temos que fortalecer as condições que garantam a busca por ajuda em todos os contextos: família, trabalho, escola e comunidade (formação de uma autêntica rede social).
Lidar em todos os contextos e realizar um trabalho que envolva: alunos X pais X professores X Direção escolar X familiares X médicos psiquiatras e Psicólogos. Contextualizar o problema e procurar o envolvimento de todos. Assim, haverá o desenvolvimento integral do aluno, gerando um crescimento em qualidade de sua vida.

Vídeo-aula 27: Stress e ansiedade na infância e na adolescência

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


Atualmente, uma avalanche de informações entra em nossa vida diariamente: novidades, avanços tecnológicos e desenvolvimento do conhecimento humano, etc. Além de todo o lado positivo, a modernidade traz também mais pressão, cobranças e competitividade. Por esta razão, é fundamental que a escola saiba como lidar com crianças e adolescentes nesta situação, oferecendo estratégias mais adequadas de melhora, combinando afeto, entendimento e bom senso.



Professora Paula Fernandes – Unicamp

            1 – Considerações iniciais sobre o tema;
            2 – Ansiedade e stress
            3 – Papel do professor
            4 – Considerações finais

            1 – Considerações Iniciais:
·         Muitos estímulos de todos os cantos do planeta entrando em nossas casas e em nossas vidas.
·         Como orientador de nossos alunos, principalmente das crianças e adolescentes, para que tirem o melhor de suas capacidades e sejam felizes.
·         Como ajudá-los a não se tornarem crianças, adolescentes ou adultos ansiosos e estressados.
·         Qual é o papel da escola nessa área?

Temos o aparecimento da seguinte tela que nos diz: No mundo de hoje existe muita modernidade muita tecnologia, muita pressão, muita cobrança, muita agitação, mais competitividade e menos espírito de equipe e muito menos solidariedade.
E esta situação conflitante oque pode gerar nas crianças e adolescentes?
Este quadro acima descrito gera:
- reação no organismo diante de situações difíceis ou excitantes a qualquer pessoa.
Em períodos de stress e ansiedade: o equilíbrio da pessoa é afetado e cada órgão passa a trabalhar em ritmo diferente dos demais e dependendo da duração dos sintomas e da interpretação dos estímulos, há quebra do equilíbrio interior (homeostase) e enfraquecimento do organismo com sintomas e doenças.
                A seguir a professora Paula Fernandes nos relatará as principais características do termo:
 2 - Ansiedade:
·         Características biológicas e psicológicas que antecedem momentos de perigo (real ou imaginário) marcado por sensações corporais desagradáveis, tais como:
- sensação de vazio no estômago; taquicardia; sudorese; medo intenso; aperto no peito; rubor, calafrios, confusão, nó na garganta, etc.

Alerta-nos a professora, que a ansiedade nem sempre é ruim e pode ser considerado um tipo de energia que move ou movimenta as pessoas. Exemplifica dizendo que quando temos uma prova difícil, origina-se um quadro típico de ansiedade que irá me obrigar a estudar para que possa ir bem na mesma, tirando nota suficiente para seguir adiante em meus estudos. Porém, alerta-nos para o fato que os sintomas envolvidos com a realização da prova não podem me prejudicar dia a dia.

                2 – 1  - STRESS INFANTIL
            Toda criança da atualidade: enfrenta várias situações de stress já nos primeiros anos de vida: acidentes, doenças, hospitalização, nascimento deum irmão, mudança de casa, mudança de escola, ou também mudança de empregada, além das tensões geradas pelas necessidades sempre maior de autocontrole.
            Os fatores que causam o stress infantil são classificados em dois grupos, de acordo com a sua origem: internos e externos.
            2. 1.1 - Vamos aos fatores internos:
            1 – Características de personalidade, pensamentos e atitudes da criança diante das situações da vida diária depende da maneira como ela percebe a si mesma e o mundo em sua volta.
            2 – Ansiedade, depressão, desejo de agradar, medo do fracasso, preocupação com mudanças físicas, dúvidas quanto a sua capacidade, interpretações amedrontadoras, etc.
            2. 1. 2 - Vamos aos fatores externos:
            1 – Acontecem devido às mudanças significativas:
            - responsabilidades e atividades em excesso;
            - brigas ou separação dos pais;
            - disciplina confusa dos pais (obedecer a quem?).
            - nascimento de irmão;
            - doença e hospitalização
            - troca de professora ou escola;
            - pais ou professores estressados
            -medo do pai alcoolista (alcoolista) e
            - doenças dos pais.
            Stress Infantil:
            Consequência quando não tratado:
            1 – asma; 2 – úlcera; 3 – alergia; 4 – distúrbios dermatológicos; 5 – diarreia; 6 – tiques nervosos; 7 – dores abdominais; 8 – resistência reduzida (vulnerabilidade a outras doenças); hipertensão arterial; obesidade; bronquite, além de depressão, pânico e fobia.
            Stress e Ansiedade Infantil:
            Depende da criança, pois as pessoas (crianças) são diferentes.
            Uma situação pode no não ser estressante para uma criança, pois depende do seu estágio de desenvolvimento emocional.
            Existem crianças, praticamente, invulneráveis ás tensões da vida, e outras muito sensíveis à maneira como a criança lida com seu stress e ansiedade.
            Este modo de ser: vulnerável ou resistente determinara à sua resistência às tensões da vida adulta.
            3 - Papel do professor
            1 – Conhecer seus alunos, conversar com os mesmos;
            2 – motivar seus alunos para as aulas e para frequentarem e gostarem da escola;
            3 – incentivar os alunos a fazerem perguntas (não ficarem fechados);
            4 – escutar o aluno, sem críticas ou julgamento;
            5 – promover a autoconfiança nos alunos;
            6 – respeitar o ritmo de cada aluno (pois cada criança é diferente da outra);
            7 – promover atividades em grupo;
            8 – promover atividades calmas (colocar músicas de relaxamento)
            Acentua que o professor é um modelo para os alunos (isto é muito importante):
1     - Cuidado para não passar para seus alunos seus problemas pessoais ou profissionais, os quais geram confusão no processo de aprendizagem e a escola parra a ser uma fonte geradora de stress.

4 – Considerações finais:
1 - Importante: a ansiedade e o stress infantil não se manifestam isoladamente devem encaminhar para especialista quando necessário.
2 – Objetivo do professor: promover a saúde das crianças para que consiga enfrentar as mudanças que ocorrem em sua vida e promover seu desenvolvimento mais saudável na escola, em casa, no esporte e no lazer.

            Afirma que os jogos de videogame viciam e aumentam o tempo gasto com ele. A repetição aumenta seus efeitos.
           
Papel da mídia na ingestão de bebidas por parte dos adolescentes:
  • publicidade tem um modesto, mas considerável impacto no consumo de cerveja e vinho;
  • estratégias publicitárias: imagens sexuais e celebridades se mostram mais efetivas.

            Finalmente, qual seria o papel dos professores em educar sobre mídia:
  • estabelecer programas de ensino sobre mídias nas escolas;
  • renovar ideias para ensino de mídia, uso e abuso de drogas e programas de Educação Sexual;

            Conclui dizendo que vivemos um momento mundial multimídia quando tudo está assolado de informação por todos os lados, sendo importante a consciência destas influencias e maneiras de como proteger o adolescente sobre o uso excessivo.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Vídeo-aula 24: Mídia e comportamento

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


A criança e o adolescente aprendem comportamentos por imitação, através de exemplos, com boa vulnerabilidade à influências externas. A profa. Lília de Souza Li mostra a importância da mídia que, pelos diversos canais, possui uma capacidade de influência ampla, devido às suas características de não segregação, de não ter necessidade de locomoção das pessoas. É importante ressaltar que, apesar de seus pontos positivos, existem também aspectos negativos da mídia, podendo influenciar comportamentos de risco (violência, sexualidade, erros alimentares, uso de substâncias psicoativas).



Professor Li Li Min (USP) e a professora Doutora Lilian Freire R. de Souza Min da Unicamp.
          
Infância e Adolescência
  • Período de imaturidade com transformações físicas e psíquicas, com mudanças radicais e abruptas;
  • Período dinâmico onde se estabelecem atitudes, conceitos e valores e que são formadas condutas;
  • Constitui o período de maior vulnerabilidade á influências externas.
Socialização
  • É o processo através do qual o ser humano interioriza valores, crenças, atitudes e normas de conduta que são próprios de seu grupo social ou sociedade, incorporando-os à sua personalidade;
  • Pelo seu acesso universal, sem deslocamento, por não segregar e pela sua eficiência, a mídia constitui um importante meio de socialização. 
Mídia e seus tipos:
  • televisão, cinema, revistas, rádio, TV, filmes, músicas, chat, videogames, celular e multimídia.
Influência da mídia:
  • Retratam e influenciam modelos de conduta de determinadas maneiras; selecionam informações e conhecimentos, fornecendo também estímulos para comportamentos;
  • Atitudes e comportamentos agressivos são aprendidos pela imitação de modelos observados;
  • Exposição prévia à violência correlaciona com comportamento agressivo;
  • Efeito da 3ª pessoa: assim como acontece com os adultos, os adolescentes acreditam que a mídia influencia a todos menos a si mesmo;
  • Crianças são influenciadas pela mídia e dando importância dentre os fatores ao que crianças menores de oito (8) anos não diferenciam entre fantasia e realidade e são as mais vulneráveis.
Tempo gasto pelas crianças e adolescentes usando mídia: 
  • É de 6 horas e 32minutos/dia e 35 a 55 horas/semana;
  • Mais de 21horas/ semana de televisão;
  • Quase 2 horas de Internet/ dia e 4 dias por semana;
  • Várias horas de música/dia como fundo para outras atividades;
  • 10.000 cenas de violência/ano;
  • 15.000 cenas com referências sexuais/ano.
Qual o impacto da mídia em nossas crianças e adolescentes?
  • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Sexualidade (início mais precoce);
  • Violência;
  • Transtornos alimentares (obesidade e anorexia);
  • Problemas escolares;
  • Uso de drogas.
Violência e televisão
  • Aos 8 anos um indivíduo terá visto 2000.000 ações violentas na televisão;
  • De 10.000 horas monitoradas de programas de TV, 61% apresentavam violência interpessoal, a maioria de maneira divertida ou glamourosa;
  • Maior percentagem de violência visto em programa infantis.
Violência em filmes infantis:
  • 100% dos filmes animados infantis apresentam cenas de extrema violência;
  • Apresentam temas usando violência como meio justificável para resolver conflitos e vencer o inimigo.
Consequência à exposição de crianças à violência:
  • Problemas físicos e mentais;
  • Condutas agressivas;
  • Dessensibilização à violência;
  • Medo/ distúrbios do sono e pesadelos.
Mídia como principal meio de educadora sexual
  • Mais de 75% dos shows em horário nobre apresentam conteúdo sexual;
  • Apenas 11% discutem risco sexuais;
  • Assistir imagens sexuais acelera o início da atividade sexual de adolescentes;
  • Adolescentes que assistem mais conteúdo sexual aumentam de 2x o risco de iniciar atividade sexual no ano seguinte.

Fatores associados a educação sexual via mídia:
  • Pais não discutem anticoncepção com seus filhos;
  • Escolas não fornecem educação sexual, nem discutem o tema "Orientação Sexual" e nem incluem os pais nos programas existentes nas escolas.
A escola discute apenas a parte biológica da sexualidade humana e não analisam e estudam fatos como a autoestima, sentimentos, emoções (que seriam os componentes psicológicos, afetivos e socioculturais da Sexualidade Humana).
Internet facilita o acesso a pornografia o que causa deturpação e deformações na Sexualidade Humana. Favorece a pedofilia e ciberbullying dentro da própria casa.

Efeito da mídia como substitutivo de outras atividades:
  • 2 a 3 horas de televisão/dia resultam em menor atividade física, menor gasto de energia, com aumento no índice de obesidade, diminuição do tempo de leitura e na interação com amigos. 
Vídeo games 
  • Mídia com interação. Participação ativa aumenta o aprendizado;
  • Crianças que jogam e que apresentam reduções em atitudes pró-sociais e assistências e ocorrem o aumento em pensamentos agressivos e respostas violentas com retaliações e provocações;
  • Aumento de sentimento de hostilidade, expectativa de que outros sejam violentos, dessensibilização da dor nos outros e aumento da probabilidade de interagir e responder a outros com violência.
  • Os jogos viciam e aumentam o tempo gasto com ele. A repetição aumenta seus efeitos.
Papel da mídia na ingestão de bebidas por adolescentes:
  • Publicidade tem um modesto mas considerável impacto no consumo de cerveja e vinho;
  • Estratégias publicitárias: imagens sexuais e celebridades se mostram muito efetivas.
Papel dos professores em educar sobre mídia:
  • Estabelecer programas de ensino sobre mídia nas escolas;
  • Renovar ideias para ensino de mídia, uso e abuso de drogas e programas de educação sexual.

Vídeo-aula 23 : Uso de substâncias psicoativas

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


Atualmente, o uso de drogas lícitas e ilícitas está aumentando em nossa sociedade, e infelizmente, em idades cada vez mais precoces. E muitas vezes, o início desta experiência tem seu início no ambiente escolar. A Dra. Renata Azevedo fala sobre este tema, enfatizando os motivos que levam a criança e o adolescente a entrarem neste mundo. Com isso, a escola pode promover estratégias de prevenção e discussão deste assunto para minimizar os riscos.


Professor Li Li Min
Dra. Renata Azedo do Departamento de Psiquiatria da Unicamp (Coordenadora do Laboratório de Substancias Psicoativas da Faculdade de Medicina da Unicamp).


Conceito de substâncias psicoativas


Tais substâncias seriam elementos que agem no Sistema Nervoso Central e trazem alterações que provocam sensações agradáveis.


As drogas são substancias diferentes e classificadas em virtude de diferentes critérios:

  • Lícitas: como exemplos têm o álcool (proibido o consumo para menores de 18 anos) e tabaco (fumar em lugares fechados);
  • Ilícitas: cocaína, crack, maconha e outras as quais agem diminuindo a ansiedade, provocando relaxamento, “desligamento” dos problemas e alegrias.


O problema é agravado porque os consumidores, normalmente, usam 2 ou mais drogas juntamente (drogas que pertencem a mesma classe ou classes diferentes), sendo que o risco é maior e causam maiores prejuízos, quando as drogas pertencem ao mesmo grupo do quede grupos diferentes.

Que fatores levam ao uso de drogas? 

Cita que seriam os: 
  • Componentes ambientais;
  • Genéticos e sociais e;
  • Neurobiológicos.

Portanto, a dependência de drogas tem vários fatores (multifatorial).

Quais são os perigos das drogas?
  • Aumento no uso de drogas (porque temos o aparecimento de felicidades “químicas”);
  • Uso cada vez mais precoce (crianças cada vez mais jovens) o que potencializam o efeito da droga (11 anos em média).

Temos problemas individuais, tais como queda no relacionamento interpessoal e rendimento escolar. E coletivos temos problemas familiares e sociais.

Por que apesar do perigo eminente, as pessoas usam drogas em número cada vez maior?
  • Idade (adolescência): curiosidade é a principal razão. Daí a importância dos esclarecimentos por parte de pais, amigos sinceros e leais e escola (principalmente por parte de todos os professores e não apenas os professores de Ciências);
  • Baixa autoestima: depressão e fobia;
Afirma que deve haver coerência do adulto e pais com relação aos consumidores (dependentes). Cite o fato que famílias de alcoólatras geralmente geram filhos alcoólatras. Desta forma, deve haver, por parte da família, um modelo de qualidade.
E alerta para o detalhe: experimentação (curiosidade), que representa o fator que proporciona a entrada do jovem e adolescente no caminho das drogas.
Desta forma, o melhor remédio é prevenir, evitando-se assim o nem sempre eficiente: remediar. 
E cita que a experimentação não pode caminhar para a dependência.

Os passos para o tratamento:
  • Psicoterapia: auto avaliação;
  • Uso de medicamentos (principalmente dar grande atenção aos sintomas da abstinência e comorbidade).

Vídeo-aula 20: Bullying

MÓDULO II : EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA, SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA


Entre os vários desafios já existentes na escola, o bullying - termo sem tradução exata para o português - é mais um destes desafios. É uma situação que vem crescendo nos dias de hoje e é caracterizado por atos agressivos, verbais ou físicos. Esta aula mostra que o papel da escola começa com trabalhos de conscientização e de reconhecimento dos atores e vítimas do bullying para consequentemente criar uma cultura de paz e de respeito às diferenças individuais.



Professora Paula Fernanda

Podemos observar neste vídeo aula que dentre os vários desafios já existentes na escola, o bullying - termo sem tradução exata para o português - é mais um destes desafios. É uma situação que vem crescendo nos dias de hoje e é caracterizado por atos agressivos, verbais ou físicos. Esta aula mostra que o papel da escola começa com trabalhos de conscientização e de reconhecimento dos atores e vítimas do bullying para consequentemente criar uma cultura de paz e de respeito às diferenças individuais.

Roteiro de Apresentação que consta dos seguintes itens:
  • Definição do tema;
  • Considerações gerais;
  • Agressores e alvos;
  • Cyberbullying;
  • Sofrimento;
  • Considerações na escola;
  • O que fazer!
  • Dicas aos professores.
Definição do tema:
  • Comportamento agressivo entre estudantes, sendo um fenômeno muito comum na escola;
  • Atos de agressão física, moral ou verbal que podem ocorrer repetidas vezes, sem modificações evidentes realizadas por vários estudantes contra outro em relação desigual de poder;
  • Escola: ocorre na sala de aula ou no recreio (pátio).
Considerações:
  • Comum nas escolas no mundo todo (fenômeno universal);
  • 50% das crianças em idade escolar foram vítimas do bullying;
  • 10% são vítimas regulares de bullying;
  • Mais comum entre os meninos, e envolve- intimidações físicas, ameaças e atos mais violentos;
  • Meninas: sofrem agressões verbais, atos de exclusão e de difamação.

Agressores:
  • Estudantes de comportamentos hostis;
  • Estudantes que acreditam que na escola não haverá impunidade;
  • Estudantes oriundos de famílias desestruturadas, pais opressões, violentos e agressivos;
  • Geralmente já foram vítimas de bullying;
  • Comorbilidades: transtornos de condutas e TDAH.
Alvos:
  • Alunos tímidos, quietos, inseguros com poucas habilidades sociais, com poucos amigos, sem a capacidade de reação aos atos de agressividade;
  • Fisicamente são mais frágeis: mais fracos e menores de tamanho;
  • Alunos novos, vindos de outras escolas;
  • Religiões diferentes e raças diferentes.
Testemunhas:
  • Alvos indiretos de bullying;
  • Testemunhas: jovens que presenciam as agressões e apresentam medo de se tornarem as próximas vítimas;
  • Ambiente escolar: hostil, alunos vivem com insegurança e medo.
Ajuda:
  • Normalmente não buscam ajudas;
  • Não creem na punição ao agressor;
  • Apresentam medo de ser punido;
  • Apresentam medo dos agressores;
  • As pessoas que presenciam muitos casos, minimizam o problema e não tomam as devidas e corretas providências e atitudes diante do mesmo.
Cyberbullying:
  • Rede mundial de computadores: Cyberbullying. Encontramos nas salas de bate-papo, e-mail e páginas da Internet;
  • São expostos: textos, imagens, vídeos das vítimas;
  • Criação de comunidades para difamar e ofender as vítimas ou a vítima;
  • Acompanha ao mesmo tempo o bullying tradicional, ou seja, acontecem em paralelo: bullying local e mundial.
Sofrimentos:
  • Vítimas: grande sofrimento no desenvolvimento social, emocional e no seu rendimento acadêmico;

- principais consequências:
  • Baixa autoestima;
  • Queda do rendimento escolar;
  • Resistência para ir à escola;
  • Troca frequente de escola;
  • Abandono dos estudos;
  • Episódios depressivos, pânico e fobia escolar são também sintomas comuns.
Bullying na escola:
A professora Paula Fernandes nos expõe uma série de verbos que estão diretamente ligados ao fenômeno do bullying:

apelidar – ameaçar – agredir – hostilizar – ofender – humilhar – discriminar – excluir – isolar – estimular – isolar - perseguir – assediar – furtar – quebrar objetos pessoais

O que fazer professor?
  • Devemos identificar o problema o mais precocemente possível;
  • Obter e passar informações e efetuar a conscientização;
  • Casos mais graves: encaminhamento médico e psicológico;
  • Desenvolvimento de programa Antibullying: orientação aos pais, professores a alunos (ensino de estratégia para se lidar com o problema e desenvolvimento de medidas de controle e de comportamento (chamar, se possível, palestrantes e especialistas no tema).
Orientações aos Professores:
  • Estimular a informação e o conhecimento deste comportamento anormal aos pais, professores e alunos. Deve-se providenciar palestras sobre o assunto, reuniões e leitura e estudo de textos explicativos;
  • Promover debates na sala de aula e despertar o respeito mútuo;
  • Criar comitês Antibullying (presença de alunos, pais, Coordenadores, Diretores e Professores);
  • Não tolerar a prática do bullying;
  • Estimular as denúncias do Bullying ( para que não se acredite na impunidade);
  • Fornecer auxílio aos alvos, agressores e testemunhas;
  • Encaminhamento dos casos mais graves à Coordenação, Direção e demais autoridades competentes.