quarta-feira, 23 de maio de 2012

Vídeo-aula 11: Legislações, declarações e diretrizes

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Apresentação de uma série de referências legais, que não só colocam em pauta a questão da inclusão enquanto direito, como instrumentaliza as escolas e os professores para receber e trabalhar com alunos com deficiências.


Lúcia Tinós - USP








Legislação que regulamenta a Educação Especial no Brasil
  • Constituição Federal de 1988 - Educação Especial;
  • Lei nº 7.853/89 - CORDE - Apoio às pessoas portadoras de deficiência;
  • Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente – Educação Especial;
  • Lei nº 8859/94 - Estágio;
  • Lei nº 10.098/94 - Acessibilidade;
  • Lei n.º 8.899, de 29 de junho de 1994 - Passe Livre;
  • Lei nº 9424 de 24 de dezembro de 1996 - FUNDEF;
  • Lei nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBN – Educação Especial;
  • Lei nº 10.216 de 4 de junho de 2001 – Direitos e proteção às pessoas acometidas de transtorno mental;
  • Lei nº 10.436/02 - Libras;
  • Lei nº 10.845, de 5 de março de 2004 – Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência;
  • Em 2007 - Plano Nacional de Educação - Educação Especial.

Vídeo-aula 10: A relação entre professor e aluno

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


A experiência pedagógica se realiza como experiência bidirecional, criando uma atmosfera em que se cultivam o respeito mútuo, a curiosidade, o espírito de pesquisa, o diálogo, a busca das verdades e dos valores.


Professor Gabriel Perissé - Universidade Nove de Julho


Aula fundamentada em Alfonso López Quintás nasceu em Santiago de Franza (La Coruña) em 21 de abril de 1928. Estudou filosofia e teologia nos anos 40 e em 1951 ordenou-se sacerdote. Entre 1957 e 1960 morou em Munique, e lá ampliou seus estudos de filosofia com professores como Alois Dempf, Romano Guardini e Ernesto Grassi.




Nas experiências reversíveis, ou bidirecionais, duas realidades se unem. Continuam sendo diferentes, mas não estão uma fora da outra.

O encontro não se faz por mera aproximação física. Ele se realiza quando entramos em jogo com uma realidade que tem algum tipo de iniciativa, promovendo-se um enriquecimento mútuo.



Encontro nível 1: o objeto pode ser usado, descartado, manipulado.
Encontro nível 2: quando é possível realizar o encontro, em lugar do objeto encontramos um âmbito.

Transformamos uma sala vazia numa sala de aula quando, mediante o encontro, criamos um âmbito, um espaço em que as liberdades não entram em choque, mas se tornam ocasião para o diálogo e outras experiências criativas.
Sala de aula vazia
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Acesso em 23 de junho de 2012
Sala de aula com o encontro e criação do âmbito
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Acesso em 23 de junho de 2012

Vídeo-aula 9: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Partindo do pressuposto de que a prática pedagógica não é neutra, a aula tem como objetivo apresentar as relações entre as concepções de mundo, homem e educação, procurando evidenciar as tendências do ensino.


Professora Silvia Colello – USP 


A cilada da prática que se esgota em si mesmo 
Os fins justificam os meios; 
Insegurança do professor; 
Desequilíbrio do projeto educativo; 
Trajetória incerta dos alunos e resultados inexplicáveis; 
Dificuldades para planejar e avaliar; 
Falta de diretrizes e de critérios para organizar o fazer pedagógico. 

“A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática”. (Paulo Freire) 

Mundo:
  • Fixismo
  • Transformismo 
Ser Humano:
  • Essencialismo
  • Relacionismo 
Educação:
  • Inatismo
  • Empirismo
  • Construtivismo
  • Socioconstrutivismo 
Empirismo
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Acesso em 23 de junho de 2012
Representantes: Locke, Hume, Pavlov, Skinner, Mager. 

Homem: tabula rasa, ser passivo, governado pelo ambiente e modulado por estímulos externos. 

Educação: conversão pelo arranjo de condições para o conhecimento; escola é agência sistematizadora de uma cultura pré-estabelecida. 

Conhecimento: “pacote pronto” definido a priori. 

Professor: representante do saber e transmissor do conhecimento. 

Prática pedagógica: Ensino fragmentado sob a forma de dar e tomar o conteúdo independente da realidade do aluno; pretensão de controle do processo e homogeneidade no desempenho. 

Inatismo

Representantes: Sócrates, Rousseau, Rogers, Neil. 

Homem: a semente que traz em si o potencial de ser. 

Educação: revelação paralela ao desenvolvimento, respeitando a natureza do indivíduo. 

Conhecimento: vinculado ao dom. 

Professor: facilitador da aprendizagem. 

Prática pedagógica: Não diretiva, centrada na auto-direção do aluno e no contrato feito entre professor e aluno. 

Construtivismo

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Acesso em 23 de junho de 2012
Representantes: Piaget, Wallon, Vygotsky, Emília Ferreiro. 

Homem: ser inteligente, ativo no processo de aprendizagem. 

Educação: conjunto de intervenções significativas que possam incidir sobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem pelo enfrentamento de situações problema e pela interação com o sujeito cognoscente. 

Conhecimento: construção progressiva processada pela elaboração mental a partir de experiências sociais com o objeto do conhecimento mediadas pela interação entre as pessoas. 

Professor: buscar a sintonia entre os processos de ensino e aprendizagem, organizar o ensino em função do sujeito aprendiz, atuar como problematizador e desastabilizador em situações conflitivas; valer-se dos erros como oportunidades pedagógicas. 

Prática pedagógica: ampliação das possibilidades de mediação e de conhecimento, respeitando o tempo de aprendizagem, a diversidade de conhecimentos e a heterogeneidade cultural; aproximação entre escola e vida por meio de projetos, resolução de problemas e práticas de pesquisa.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vídeo-aula 8: Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Apresentar práticas e discursos construídos histórico-socialmente relacionados à Educação Especial e Inclusiva, frutos de diferentes movimentos sociais. Dialogar noções de justiça da participação de pessoas com necessidades especiais na escola com algumas das tradicionais noções da função da escola.







Vídeo-aula 7: Crianças e jovens com necessidades especiais na escola – dialética da inclusão / exclusão

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Analisar e discutir dificuldades de desempenho das premissas éticas propostas pela constituição, LDB e outros documentos, em função de dificuldades de organização institucionais e dos próprios valores e preconceitos.

Kátia Amorim - USP de Ribeirão Preto





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Acesso em 30 de junho de 2012





Vídeo-aula 6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Ensinar sobre a diversidade das culturas promove a construção da identidade artística e estética dos estudantes com base no conhecimento e no valor da própria cultura e das demais respeitando-as.

Professora Rosa Iavelberg – USP

Ensinar sobre a diversidade cultural é respeitar o direito dos povos de manifestar, documentar e preservar sua cultura.
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Acessoe em 23 de junho de 2012
Ensinar sobre a diversidade das culturas para promover o respeito entre os povos

As culturas são diversas e estão em mudança permanente.

· Os meios de expressão e comunicação presentes nas diversas culturas refletem os diferentes contextos históricos e sociais;

A aprendizagem sobre a diversidade se dá se o professor promove:
  • a criação e a fruição artísticas para o aluno aprender sobre a diversidade expressa na arte de diferentes tempos e lugares.
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Acesso em 23 de junho de 2012
Chalmers, F., defende que:

· A escola deve ensinar diferentes conteúdos não pertencentes à cultura dominante;

· Deve dar ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mútuo;

· Dar ênfase nas relações indivíduo-grupo em diferentes culturas;

· Ênfase na promoção do pluralismo e na diversidade cultural e na equidade social.

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Acesso em 23 de junho de 2012

 
· Cabe ao professor considerar as influências culturais na arte de cada povo e sua especificidade política, social, religiosa, histórica, econômica, ambiental.

· Em educação os recortes de conteúdos e temas no planejamento da História da Arte têm papel fundamental na educação orientada ao ensino da diversidade cultural na escola.

· Estudar o sistema simbólico de cada lugar expresso nas lendas, mitos, festas, contos de tradição,música, arquitetura, costumes;

· Valorizar a integração da produção de cultura local, estabelecendo relações com a história da arte mais ampla.
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Acesso em 23 de junho de 2012
O estudo das culturas locais recupera o gosto por frequentar a escola, porque dizem respeito direto à identidade dos estudantes, sua história,memória e universo de experiência;

· Sua inserção nos desenhos curriculares deve ser estruturada como os demais conteúdos da arte.

Vídeo-aula 5: O papel do professor na mediação cultural

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


A produção sócio-histórica da arte configura-se como patrimônio cultural de direito a ser aprendido nas escolas, cuja assimilação e valorização pelos estudantes requer a mediação dos professores.



Professora Rosa Iavelberg – USP

  • Desmistificar a arte como objeto acessível a poucos;
  • Desconstruir a arte como conhecimento distante do cotidiano;
  • Promover a consciência sobre o valor da arte na sociedade e na vida dos indivíduos.
  • O aluno aprende com próprias produções, com a dos pares e a partir do conhecimento sobre a produção sócio-histórica da arte.
  • A arte promove a auto-estima do aprendiz porque possibilita a expressão de cada um, construída com base em saber fazer, saber interpretar e valorizar arte de modo autoral em um contexto de aprendizagem compartilhada.
  • Os temas transversais, questões sociais da atualidade, associam-se às poéticas (meio ambiente, saúde, trabalho e consumo, ética, pluralidade cultural, orientação sexual) e outros temas importantes aos contextos educacionais.
  • Os temas transversais são ensinados com as obras associados a conteúdos plástico-formais.
  • Arte inclui a pessoa do aprendiz, suas características culturais e potencial de transformação da própria condição e lugar de origem.
  •  A formação cultural mediada pelo professor promove a integração social, fala de perto ao estudante,anima-o a frequentar a escola porque pode manifestar-se e compartilhar suas experiências com os pares e apresentá-las à comunidade escolar ou compartilhá-las em redes sociais.
  • Arte pressupõe práticas de educação diferenciada, reconhece a cultura como conteúdo de poder transformador da identidade de estudante;
Cabe ao professor:
  • Selecionar arte de qualidade para o aluno conhecer,para sua identidade reconhecer-se nessas referências e na força dessas criações;
  • Selecionar conteúdos para o aluno perceber a importância da autoria, do protagonismo nas formas, idéias, ações e escolhas em arte;
  • Trabalhar a arte com sentido na vida das pessoas e na sociedade.

O que o professor conhece e sabe fazer para ensinar arte
  • Conhecimentos sobre o desenvolvimento artístico no fazer e desenvolvimento da compreensão estética;
  • Conhecimento sobre arte e educação em arte;
  • Outros conhecimentos precisam advir da prática do professor: participação em eventos artísticos e experimentação em práticas artísticas.
  • Escola Contemporânea: a interação com a arte adulta é feita pelas crianças e a estética adulta é re-significada na produção infantil, que assimila a seus esquemas artísticos, associa aspectos endógenos e exógenos.

Blog de Artes da professora Iriani Ap. Norato Melhem, das escolas: ETEC Rodrigues de Abreu e ETEC Astor de Mattos Carvalho