terça-feira, 8 de maio de 2012

Vídeo-aula 4: Ética e Saúde a escola

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Definir “alunos com necessidades educacionais especiais”. Afunilar esse grupo em função de especificidades relacionadas ao campo da saúde – as deficiências, os transtornos e as síndromes.


Lucia Tinós - USP












Filme "Como estrelas na Terra"


Como Estrelas na Terra é um filme indiano. Como estrelas na terra relata, essencialmente, a história de vida de uma criança com dislexia. Retrata, de forma bastante clara e elucidativa, as emoções do disléxico e as reações familiares, assim como as consequências familiares e sociais.
Este filme é excelente tanto para crianças ou jovens com dislexia, como para os seus pais e educadores. Explica de forma simples o que é dislexia, quais as suas principais características e indica algumas dicas para pais e professores de disléxicos, assim como demonstra o amor incondicional que é fundamental para que estas crianças e jovens sejam bem sucedidos.
Demonstra também o quanto pode ser eficaz o ensino de forma multisensorial, ou seja utilizando todos os sentidos, assim como a utilização da arte como factor motivacional e de crescimento.
Poderá ser utilizado como terapia motivacional para disléxicos ou como forma de explicação a pais e professores.

http://educamais.com/como-estrelas-na-terra/

Vídeo-aula 3: Ética e valores na ação educativa

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Retomar pontos sobre ética e valores, estudados nos dois primeiros módulos. A meta será direcionar a discussão desses pontos considerando-os em relação à formação e valores dos professores.

Kátia Amorim - USP de Ribeirão Preto

História da escola: a quem é que se destina? (Ulisses Araújo)
  • 1ª revolução: grupos diferenciados, individualizado, por preceptor.
  • 2ª revolução: responsabilidade do Estado e pública, mas ainda restrita a certas camadas; já com professor e vários alunos.
    • homogeneização;
    • legitimação da exclusão;
    • naturalização cultural: quem cabe ir à escola e como ensinar.
  • 3ª revolução: universalização do acesso à educação.


Será que nós educadores conseguimos ensinar sobre o outro, sem torná-lo exótico?





Vídeo-aula 2: A ação educativa ao longo da trajetória escolar

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Nesta aula trataremos de temas como:
  • - Princípios e significados da ação educativa;
  • - A criança na Educação Infantil e as implicações educativas;
  • - A criança no Ensino Fundamental e as implicações educativas;
  • - O jovem no Ensino Fundamental Médio e as implicações educativas.

Professora Sílvia Colello - USP

Ações tipicamente educativas na escola:
  • Projetos > Orientação de estudo / adaptação / drogas / orientação sexual / recuperação
Ações Educativa e Trajetória Escolar: uma estreita sintonia.

Ao longo da trajetória de vida, o que a escola representa para o aluno?

Qual o papel do professor nas sucessivas etapas da escolaridade?

Na Educação Infantil a escola é o espaço para brincar. Assim, "escola é um lugar onde tem muitos brinquedos pra gente brincar com os amigos." 

O Papel do professor na Educação Infantil

O que está em jogo: 

Adaptação: ampliação das referências, dos saberes, das linguagens e das relações.

Papel do professor: institucionalização

Investimento nas esferas afetiva, funcional, cognitiva, linguística e de ajustamento pessoal.

No Ensino Fundamental (1º e 2º anos) a escola é o espaço para aprender. Assim, "o 1º ano é legal, mas agora a gente não pode mais brincar".

O que está em jogo: 

Auto conceito, motivação para aprender, adaptação ao ritmo da escola, novos critérios de convivência social.

Papel do professor: institucionalização

Apoio funcional, fortalecimento do vínculo com o saber, estimulação dos valores que regem a convivência social.

No Ensino Fundamental (3º e 4º anos) a escola é o espaço da pluralidade. Assim, "gosto muito de escrever, gosto de pintar, mas não gosto de desenhar, sou filha mais velha, tenho 11 amigas, não gosto de gente fofoqueira, não gosto de matemática, adoro ciências, gosto de estudos sociais e não não gosto de português".

O que está em jogo: 

Auto conceito acadêmico, aprender a aprender, organização, autonomia, disponibilidade para lidar com dificuldades.

Papel do professor: escolarização

Fortalecimento da relação aluno-escola pelas dimensões afetiva, metodológica, funcional, cognitiva e social.


No Ensino Fundamental (5º ao 9º anos) a escola é um entre tantos outros mundos. Assim, "já são quatro horas e eu tenho que estudar para a prova de Português, mas meus amigos me convidaram para jogar futebol, eu acho que vou jogar e depois estudo...."


No Ensino Médio a escola está entre o reconhecimento e a disponibilidade para investir na aprendizagem. Assim, "a escola é importante... super importante: vestibular, trabalho... Mas é um saco aguentar isso aqui. O que salva são as minas..."

O que está em jogo: 

Lidar com crises, conflitos, projetos de vida, cobranças de desempenho, opção profissional, autonomia, redefinição da identidade e de valores.

Papel do professor: escolarização e preparação para a vida social

Apoio, orientação, sensibilização, conscientização sobre aspectos da vida e responsabilidade social.


Ação educativa ao longo da trajetória escolar


Institucionalização > escolarização > preparação para a vida social

Vídeo-aula 1: Papel do professor: instruir ou educar?

MÓDULO IV : PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Discutir a função docente pela problematização enfrentamento do dilema: instruir ou educar? A educação se submete ao ensino ou o ensino se submete à educação? O equilíbrio entre as dimensões pedagógica e educativa da prática escolar.


Professora Sílvia Colello - USP


Qual é o papel do professor?


Desenvolver no aluno:

  • Ética
  • Inserção social
  • Profissionalização
  • Criticidade
  • Criatividade
  • Responsabilidade
  • Competência
  • Consciência
  • Autonomia
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQHnRRFsMMi97_fO28W0Ylrky9Lym7o3NZ3zwidnahyphenhyphenRsWSeq8OCqsoqpqYlbWDT2IIR3smSdlX4CCrBNbIJi7iCKu6V60SXrlE1HxiTKmThGR4JlBGC0d0oEsY-8Q6P6OsJ-uLrGZJ6Y/s1600/foto3_PR.png
Acesso em 16 de junho de 2012


Afastar do aluno:

  • DST
  • Intolerância
  • Corrupção
  • Violência
  • Gravidez precoce
  • Drogas
  • Alcoolismo
  • Marginalidade
http://blig.ig.com.br/falei/files/2009/04/aluno.jpg
Acesso em 16 de junho de 2012

Duas dimensões para o professor:
  • o instruir
  • o educar > pedagógico / educacional > desenvolvimento - aprendizagem - personalização -       socialização - humanização - libertação
"A pedagogia real situa-se para além dos limites e das intenções de qualquer disciplina."
Georges Gusdorf

Como garantir o equilíbrio entre as dimensões pedagógicas e educacionais?
  • Macro esfera > projeto político pedagógico
  • Micro esfera > diálogo no dia a dia

terça-feira, 17 de abril de 2012

Vídeo-aula 28: Encaminhamentos pedagógicos na escola pública sobre a questão religiosa

MÓDULO III: DIREITOS HUMANOS E CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA
A aula trata da presença da questão religiosa na educação, preliminarmente do ponto de vista legal, tomando o texto da Constituição Federal de 1988 e da LDB-EN, 9394/96 e dispositivos posteriores, em especial aqueles relativos ao ensino religioso em escolas públicas. A seguir, retoma os temas tratados na Aula 1, propondo encaminhamentos referentes ao tema da liberdade de consciência, de crença e de culto, em relação com os temas da alteridade, tolerância, respeito e ética, indicando limites da ação da escola nesse tema.

Professora Doutora Roseli Fischmann da Faculdade de Educação da USP. 

1 - O tema do ensino religioso nas escolas públicas na Constituição de 1988. 

2 - E.R.E.P. na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9394/97. 

3 – Convívio na escola, na sala de aula e diversidade religiosa: retomando a conversa. 

O tema do ensino religioso nas escolas públicas na Constituição de 1988 (trazem seu conteúdo de forma explicita a liberdade de religião).

Artigo 120 - Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito as valores culturais e artísticos nacionais e regionais. 

§ 1º - ensino religioso, de matricula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas publicas de ensino fundamental. 

§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada ás comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. (cerca de 180 línguas indígenas o que permite o culto em língua do próprio índio). 

Em outro slide a professora nos mostra o E.R.E.P. (Ensino Religioso de escolas Públicas - característica particular - direito a educação – direito a liberdade de religião e consciência) e não E.R. (Ensino Religioso - escola dominical - ligado as comunidades e as escolas confeccionais).

Artigo 33 da Lei 9394/96 - versão original - dezembro de 1996: 

O ensino religioso, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas publicas de ensino fundamental, sendo oferecido, sem ônus para os cofres públicos , de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos por seus responsáveis, em caráter: 

I - confessional, de acordo com a opção religiosa do aluno ou do seu responsável, ministrado pro professores ou orientadores religiosos preparados e credenciados elas respectivas igrejas ou entidades religiosas; ou 

II - interconfessional, resultante de acordo entre as diversas entidades religiosas, que se responsabilizarão pela elaboração do respectivo programa. 

O tema religião não é fácil de trabalharem espaço publico e torna-se bastante conflitante. E ara regularizar sua aplicabilidade temos, posteriormente, a seguinte situação. Depois de submetido à emenda, pela lei 9.475 de julho de 1997 redação ainda problemática do Artigo 33 da L.D.B. 

Art. 33- O ensino religioso, de matricula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas publicas doe ensino fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, vedada quaisquer formas de proselitismo. 

§ 1º os sistemas de ensino religioso regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. 

§ 2º - Os sistemas de ensino ouvirão entidade civis constituídas pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. 

Há muita briga e divergência no Brasil em termos de ensino religioso. 

Outras temáticas que estão ligados ao tema religiosidade ou religião não podem e não devem manifestar imposições pessoais. 

Cada professor deve estar preparado em termos de pluralidade escolar, também em termos de religião. 

O professor pode ou não colocar seu símbolo religioso em sala de aula. Ao expor seu símbolo pode causar inibição em seus alunos. 

Diretores colocando um altar o seu santo de devoção. Diretores e professores não podem invadir o espaço público. 

Retomando a conversa: pluralidade e singularidade: 

- identidade como construção plural, compondo a singularidade de cada ser humano; (as religiões de origem africana são muito discriminadas em sala de aula - pacto com o demônio). 

- múltiplos e diversos fatores, entrelaçados como memória e projeto, compondo a identidade (Alfred Schultz, Gilberto Velho). 

- o lugar da religião na construção da identidade: herança e eleição. Ajudar a criança na sua escolha religiosa, porém não interferir diretamente em sua escola. A criança teve ter a liberdade de consciência.

Devemos respeitar o espaço dos nossos alunos em termo de religião. 

A professora nos cita alguns casos de massacre em nome de fatores religiosos: judeus (holocausto), negros, índios, ciganos. Nos alerta para a intolerância em termos de crença religiosa. Perseguição em nome de Deus. A escolha não pode permitir intolerância a motivos religiosos. 

E finalizando a professora nos mostra o seguinte quadro: 

1 - a complexidade do fenômeno religioso e sua presença na construção da identidade para ser respeitados precisam respeitar o direito dos demais - não há argumento de "maioria" no tema religioso, não se pode impor, constranger, obrigar. 

- E a laicidade do Estado que garante a todos e a todas o direito a sua crença - ou descrença - respeitados os direitos de todos e todas, sendo o fundamento da diversidade religioso. A escola pública é a porta de entrada da criança para compreender que é como cidadão/cidadã e não pode, ali, sr discriminada. 

- A discriminação por motivos religiosos fere a ética e fere a Constituição do Brasil, sendo crime. 

Finalmente, nos mostra o seguinte quadro como suas observações finais: 

- Religião e Alteridade; Eu e o Outro - Devo respeitar a opinião e a religião do outro - Uma questão de ética. 

- Diversidade religiosa: respeito à diferença. Diferença não é desigualdade. (não tenho direito de discriminar e usar argumentos religiosos para mantê-los quieto) 

- Religião e Cidadania: Estado Laico.

- Estado laico: separação entre Estado e Religiões

Vídeo-aula 27: A produção da identidade/diferença - a questão religiosa

MÓDULO III: DIREITOS HUMANOS E CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA
A aula trata da relação entre singularidade e pluralidade na construção da identidade de cada ser humano, no entrelaçamento de memória e projeto, e o lugar da questão religiosa nessa construção. Apresenta o modo como a Constituição Federal de 1988 trata o tema da liberdade de consciência, de crença e de culto, bem como da separação entre Estado e religiões, ou seja, o princípio da laicidade do Estado, garantindo a diversidade religiosa no Brasil e protegendo contra a discriminação.

Professora Roseli Fischmann da Faculdade de Educação da USP, leciona desde 1975, trabalha em diversos campos sócio pedagógicos, entre os quais escreveu o tema transversal Pluralidade Cultural que está inserida nos Parâmetros Curriculares do MEC. 

Mostra-nos, inicialmente, o sumário que contém: 

1 - Pluralidade e Singularidade 

2 - Diversidade religiosa 

3 - Constituição Federal - 1988 

4 - Em resumo (melhorar estruturação). 

Pluralidade e singularidade. 

Afirma que pluralidade e singularidade existem no interior de cada um do ser humano e no conjunto da sociedade. 

Cada ser humano faz sua historia - pluralidade de aspecto - origem familiar, bairro ode vive, escola que estudou, time para que torce – compõem a sua diversidade. É a base do relaciona e da democracia, sem isto não dá pensar em algo mais complexo. 

Mostra-nos em um quadro que pluralidade é a identidade como construção plural, compondo a singularidade de cada ser humano. É formada por múltiplos e diversos fatores entrelaçados como: memória, projeto, compondo a identidade (Alfred Schulz e Gilberto Velho). 

Nos não somos apenas o presente, mas o que guardamos em nosso memoria serve para estruturar e formar o nosso futuro. 

Só podemos construir o nosso futuro a partir do que a nossa memória pode nos oferecer. A memória serve também para elaborar. 

Em outras situações dependemos da memoria de outras pessoas; Serve para a composição de nosso futuro. 

Ao dizer quem sou, falo do que existe em minha memória: presente + passado + futuro. Tudo compõem a identidade, não é algo linear. 

O lugar da religião na construção da identidade: herança e eleição. 

Povos antigos: religião era ligada a cultura. 

Os ateus e agnósticos não devem ser discriminados, pois os valores professados por eles e elas devem ser respeitados. Os que têm fé (uni ou politeísmo - espiritualidade) vêm por herança (família nos oferece um modo de crer ou não crer) e posteriormente há uma eleição (eu vou acreditar ou não em isto ou aquilo). Eu, portanto, escolho o meu caminho religioso. 

Vamos construindo nossas identidade e dar-lhe valores. Crer ou não crer tem os mesmos valores - questões pessoais. 

Como compreender a religiosidade. 

1 - a religião está ligada a alteridade: eu e o outro – ligado a ética (quando o outro pensa como eu é confortável mas, quando o outro pensa e crê diferente torna-se diferente. Neste caso a pessoa não deve receber ou ter menos respeito do que eu. 

A alteridade ajuda estabelecer as relações. Existe o fato, porém eu tenho que respeitar esta diferença. Com os vizinhos, rua, ambiente escolar, ambiente profissional. 

Diversidade religiosa: respeito à diferença 

Monoteísta x politeísta. 

Monoteísta: judeus/ cristãos e maometanos ou muçulmanos

Politeísta: a maior parte das religiões. - religiões africanas, etc. Outros sem Deus: Budistas. 

Diferentes somos todos e cita que diferença não é desigualdade. 

A desigualdade é que o problema- nos precisamos ser diferentes, mas a igualdade do ponto de vista ético, do ponto de vista da cidadania ela existe, está lá e não pode ser tocada. 

A diferença é um direito que existe no pensamento, no modo de ser, em tudo aquilo que temos, inclusive em questões racional. 

Religião e cidadania: Estado laico 

Ponto crucial - a religião não pode me garantir mais direitos políticos. 

No Brasil, em termos de religião somos todos iguais. 

Escolha religiosa - depende de cada um, mas não pode permitir que eu fale assim: aquilo ou aquela verdade religiosa que eu acredito é melhor e assim ter mais direito. Somos todos iguais, em termos religiosos, perante a lei (Constituição). 

Estado laico: separação entre estado e religiões. 

O estado tem vida própria, independe de cada religião. 

O artigo 5º afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, a igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes. 

(...) 

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercícios dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias. 

Temos liberdade, portanto, de culto e religião. 

Artigo 19 - cerne do debate.

Artigo19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 

I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com ele ou com seus representantes relações de dependência ou aliança, na forma da lei, a colaboração de interesse público. 

II. Recusar fé aos documentos públicos; 

III. Criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 

O artigo 19 é importante porque dá direitos iguais a todos nós brasileiros. Combate o ranço político existente na monarquia e não dá privilégios a outras pessoas. 

Não há diferenças entre os brasileiros. No Império havia o pensamento que os imperadores eram melhores e deveriam ter um tratamento especial. Presença de aristocracia - sangue azul. 

A república afirma que o Estado não pode interferir em questões religiosas e somos todos iguais. 

A República coloca os seres humanos em seus lugares: devemos acreditar naquilo que vemos e ouvimos. Somos seres humanos e devemos nos colocar como tal, ou seja, seres humanos. Não somos melhores nem piores, apenas seres humanos. Devemos ter respeito a todos os seres humanos. Não existem religiões superiores e não pode haver distinção entre nos, brasileiros. 

1 - o tema das religiões tem âmbito histórico, antropológico, sociológico, politico e filosófico. (parte da consciência das pessoas vai para a sociedade, ganha dimensões teológicas e volta para dentro de cada um ou não...) 

2 - a escolha individual de crer ou não crer se dá no âmbito da consciência, do foro intimo, portanto inviolável. (cada um não pode criticar os outros... crimes de ódio porque não crê ou crê de forma diferente). 

3 - A diversidade religiosa garante a diferença, mas nada tem que ver com a desigualdade ("Diferentes somos todos" - P.C.N.s - Pluralidade Cultural). A diferença faz parte, mas a desigualdade não. Não podemos ser tratados de forma desigual. 

4 - A complexidade do fenômeno religioso e suas presença na construção da identidade para ser respeitados precisam respeitar o direito dos demais - não há argumentos de "maioria" no tema religioso, não se pode impor, constranger obrigar. O espaço do culto é privado. 

5 - É a laicidade do Estado que garante a todos e todas o direito a sua crença - ou descrença - respeita os direitos de todos e todas ,sendo o fundamento da diversidade religiosa. (a separação entre o estado e as religiões é o fundamento da república- respeitar com alegria e bom senso).

6 - A discriminação por motivos religiosos fere á ética e fere a Constituição do Brasil, sendo crime. (toda discriminação é um crime - crime de ódio).

Vídeo-aula 26: O papel da escola no processo educativo de Direitos Humanos

MÓDULO III: DIREITOS HUMANOS E CONVIVÊNCIA DEMOCRÁTICA
A aula discute a Educação como um direito social básico que deve contribuir para humanização de todas as pessoas. É papel da escola garantir uma educação que possibilite às pessoas a terem consciência e conhecimento dos seus direitos e deveres, através de práticas pedagógicas que contribuam para a problematização, a crítica e a construção do conhecimento nas diversas áreas do currículo, dialogando com os conhecimentos de direitos humanos.


Professora Aida Monteiro da Universidade Federal de Pernambuco e versou sobre o papel da escola no processo educativo de Direitos Humanos. 

O que é esta escola? Qual e o papel dela na sociedade contemporânea e como ela pode atuar na nossa sociedade e desenvolver projetos na área de educação e dos direitos humanos, enfim o que ela pode contribuir para melhorar a nossa educação? 

Tematizando: o que é escola? 

Escola é um espaço onde socializamos, aprendemos e construímos diferentes aprendizagens (campo cognitivo, emocional, afetivo) e que contribuem para que nos tornarmos mais ou menos humanos, solidários, compreensivos aos outros e a nossa sociedade. 

A escola é uma instituição social que ao reunir pessoas que pensam, que criam, que discutem que realmente possam socializar este conhecimentos. 

Portanto, a função social da escola é possibilitar o acesso do conhecimento aos diversos campos: cognitivos (transversalizados por valores, crenças e concepções); subjetivos (faz a pessoa que somos). Esses conhecimentos vão sendo transversalizados. 

A escola passa a tratar como proposta o objetivo de educar para o respeito, ocorrendo materialização, defesa e ampliação dos direitos humanos. É preciso que se tenha uma intencionalidade. 

Todo projeto pedagógico é politico. 

Estamos em uma sociedade democrática e, portanto, nossas ações devem evidenciar atitudes que fortaleçam a nossa democracia. 

Devemos desenvolver atitudes e ações democráticas em nosso dia a dia e não devemos ter apenas uma democracia representativa (apenas no papel), mas, sim, participativa, sendo que a escola deve incorporar este espírito democrático e participar diretamente da socialização e democratização dos seus alunos. 

A escola requer do P.P.P. (Plano Político Pedagógico) ações democráticas e o currículo manifestar construções para que se erga uma sociedade de fato e de direito em busca uma democracia que de fato apresente manifestações de se construir um sujeito de direito. 

Despertar valores e atitudes que irão evidenciar e valorizar os direitos humanos, para que possamos ser a ser mais ou menos educados, mais os ou menos intolerantes a quaisquer preconceitos mais humanos com outras pessoas. 

Devemos ser: intolerante com qualquer tipo de preconceito e intolerantes, não podemos ser homofóbico e respeitar o outro como ele se coloca e se comporta com sua diversidade. 

Cita um pensamento do ex- presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a respeito do racismo e preconceitos. 

Ele diz que se podemos aprender a ser racista, preconceituosos e homofóbicos, podemos também a aprender a ser, solidários, humanos, tolerantes, amigos, menos racistas e menos homofóbicos. 

Denomina tudo isto de processo de aprendizagem e que começa desde a nossa infância (período que somos crianças). Desde o 1ª dia até o último dia de nossa vida estamos aprendendo e devemos usar a nossa escola como espaço capaz de provocar tal desenvolvimento. 

A escola é um espaço permanente de diálogo entre a educação e o conhecimento científico culturalmente elaborado. Devemos aprender com atitudes que levam a ação em termos de diálogo com as diversas disciplinas curriculares. 

É necessário que os conhecimentos estejam explícitos no conteúdo. 

Precisamos estudar os documentos existentes sobre direitos e deveres. 

A Proposta curricular precisa contemplar a sua diversidade no seu sentido mais amplo: educação indígena, educação afro-brasileira, educação especial, e questões socioculturais e que anteriormente não eram tratadas. 

Ainda temos direitos que são estudados, porém ainda não foram criados. Ex: respeitar a todas as pessoas em relação a raça que pertencem e ao gênero e as crenças religiosas. 

Cita que devemos valorizar as opções pessoais: sexuais, políticas e crenças religiosas. Educação que respeita a diversidade. 

Devemos também respeitar as questões geracionais (de gênero - muito forte em nossa sociedade) que assumem importância muito grande atualmente: 

É importante que tenhamos uma metodologia especifica - contribuir para que o ser humano tenha condição de aprender o conhecimento, mas também o conhecimento possa permitir a crítica e o diálogo permanente. 

A pessoa precisa aprender a dialogar e vivenciar fora da escola a aprendizagem. A aprendizagem ocorre no diálogo e deve ser permanente: em casa, com a família, com os amigos, com a sociedade de um modo geral. 

Tenho que vivenciar a aprendizagem na escola, cotidianamente e empregar esta troca com outros de forma permanente. 

O contorno da escola deve ser referência e o que ocorre fora da escola deve dar oportunidade de se iniciar diálogos dentro da escola, dentro da sala de aula - colocando em prática o que tenho aprendido fora da escola e valorizando-o dentro da sala de aula. 

A educação básica é importante porque começa a trabalhar com a criança valores e atitudes a serem socializados nos espaço de aprendizagem e crescimento. 

Devemos trabalhar as várias e diferentes linguagens: musical, teatral, corporal e plástica. Não devemos levar o Estatuto da Criança e Adolescente (E.C.A.) para o interior da sala de aula e pedir para que os alunos decorem o mesmo. 

O E.C.A. deve ser fonte de diálogo e de diversas metodologias de trabalho em sua análise, tais como: poesia, música, teatro corporal e devemos ensinar novos conhecimentos para os nossos alunos.

Trabalhar também a identidade dos alunos - trazer a importância que os alunos têm, sendo que cada um é sujeito de direito e tem seus deveres e direitos. 

Direitos e deveres andam juntos e trazem para o interior da unidade escolar temas atuais- exemplo: violência (fora da escola - exógena e dentro da escola - endógena). Assim estaremos tratando direitos e deveres, diretamente, ligados às pessoas. 

A escola não está isolada dentro do contexto da sociedade, sendo necessário o desenvolvimento uma política de Estado. 

Temos que lutar para os sistemas de ensino trabalhem por politicas de estado e não políticas de governo 

Políticas de estado são permanentes e que ações sejam desenvolvidas, mas não apenas ações pontuais. 

Ações pontuais não tem enraizamento e não mudam atitudes, formas de ação e de agir. 

Devemos criar uma contra-cultura a favor dos direitos humanos. 

Buscar o enraizamento de novas formas de compreender o outro como ser social. 

A escola é fundamental neste item, sendo que no Brasil deve-se dar o valor que a escola merece. 

Os direitos humanos devem começar a ser evidenciados e estudados no ambiente escolar. A escola pública deve ser valorizada como um bem social e que pertence a todos nós. 

A escola deve ser democrática para todos onde os direitos devem ser objetivados, conquistados e preservados.